Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Sócrates e o choque... oops carro eléctrico
O Sr. Primeiro-Ministro afirmou há dias que se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 por cento do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 por cento uma componente ambiental. O imposto automóvel foi criado por Miguel Cadilhe sob o governo de Cavaco Silva e posteriormente promulgado por Mário Soares (wikipédia).
Torna-se até fácil de aceitar o facto de haver um imposto sobre os veículos automóveis, os quais constituem actualmente o maior desperdicio de energia (mas não são os únicos). Aquilo que não é fácil de aceitar é o facto de que um veículo movido exclusivamente a energia eléctrica, silencioso e não poluente, seja taxado com IA e com o IVA por cima disso, podendo assim afirmar que estou de acordo com a Quercus (coisa rara!) quando afirma que os veículos eléctricos estão isentos de IA .
Para além disso estes veículos, aparentemente, só podem ser recarregados em estações dedicadas, as quais pertencem a uma empresa de nome Project Better Place. Ou seja, haverá concerteza também imposto sobre combustíveis...
O PM afirmou também que queremos aumentar a autonomia do país a nível energético para que no futuro as novas gerações de portugueses possam tomar as suas decisões com mais autonomia e que não fiquem amarrados ao petróleo. Querer é uma coisa, poder é outra. Se o nosso governo acha que com os veículos eléctricos vamos diminuir substancialmente a dependência do petróleo, então é porque não faz a menor ideia de como é que lhe aparece comida á mesa, já para não falar de outros produtos.
Para que a dependência do petróleo diminua substancialmente será preciso muito mais do que veículos eléctricos, os quais não acredito que venham a ser adquiridos por mais do que 15 a 20% da população. Todas estas iniciativas são de apoiar, mas convém haver respeito pelos cidadãos e não enveredar por optimismos falsos. Sem uma nova forma de energia que realmente substitua o petróleo, haverá sempre dependência do petróleo, até que este se acabe... e pelo que se vê, a coisa está para breve.
Quando o petróleo chegar aos 500$ o barril, nem carros eléctricos, nem ventoinhas, nem barragens, nem painéis solares, nos salvarão caso não se encontra uma verdadeira energia viável. E a única forma de a encontrar é fazer com que as petrolíferas desembolsem alguns milhões anuais para investigação. Como não o farão de livre vontade, cabe aos governos forçá-las.
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2 arrefinfadelas! Arrefinfa tu também:
Isso dos carros eléctricos não passa de banha de cobra, serve apenas para atirar areia para os olhos. O carro pode ate nem emitir gases, mas as centrais eléctricas sim. Para produzir electricidade é necessário continuar a queimar combustíveis fosseis. E parece que a boca do Sócrates fugiu para a verdade nisso dos impostos... :)
Deviam era queimar os fósseis da politica portuguesa...
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